Carne vermelha – vilã ou um alimento nutritivo?

Desde que nossos antepassados moravam em cavernas, seu alimento principal sempre foi a carne. Estudos de nossa arcada dentária provam isso. Pesquisadores da área alimentar dizem que, entre nós, humanos, há uma forma de instinto do paladar, e que comemos carne por seu alto valor calórico, pois ter reserva de gordura ao redor do corpo sempre foi decisivo em momentos de fome extrema. Mesmo depois do homem ter instituído a agricultura, a preferência pela carne ainda assim resistiu.
Conforme Drauzio Varella, em seu livro “Borboletas da Alma”, foi após a Segunda Guerra Mundial, com a industrialização e as seguidas epidemias de ataques cardíacos que a carne começou a ser apontada como a culpada  de todos os males da alimentação moderna. Varella ainda observa que, na época da contracultura, nos anos 60, com a disceminação da cultura alimentar vegetariana, sem fertilizantes, a vilã número um passou a ser a carne vermelha, “o alimento preferido da maioria das pessoas”, como ressalta Varella.
Neste momento descobriu-se que dietas compostas por vegetais e baixos teores de gordura animal reduziam o colesterol. Ao mesmo tempo, uma pesquisa de impacto transformou a carne vermelha, o ovo e os laticínios em verdadeiros vilões da saúde do homem moderno. Autoridades americanas estabeleceram então normas dietéticas que pregavam a redução de gordura animal na alimentação, sem se dar conta de que a concentração de gordura no sangue depende de fatores genéticos.
Mas por que a carne é tão apreciada nos quatro cantos do planeta? Trata-se de um alimento rico em micronutrientes essenciais para o funcionamento do corpo, como aminoácidos essenciais que não são produzidos pelo próprio corpo, além de ser uma boa fonte de ferro, que é absorvido facilmente pelo organismo e aumenta a imunidade ao favorecer a renovação celular.
Além disso, é um dos alimentos mais saborosos que existem. E disso nossos ancestrais já sabiam. Como diz Varella, é um alimento que está enraizado na nossa cultura alimentar desde que o homem é homem. Como fazer então para evitar as doenças cardíacas possivelmente causadas por este alimento? O médico ensina que o importante é apostar numa dieta sem excessos, pois a alimentação descontrolada é a maior responsável pelo aparecimento de diabetes, hipertensão, obesidade, reumatismo, ataque do coração, derrame cerebral e câncer.
 


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